quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Algures

Algures, deixei de te amar como amava, permite-me agora desaparecer. O meu sangue é lava, mas permitiste a chama desvanecer. O poço entre nós tornou-se rio, não junta esse duas beiras, só separa. Nunca valeu a pena o teu lado frio, apenas uma ferida na cara dele ficara. Deixa, não me embales mais o pensamento, não me incomodes, sabes que vou seguir em frente. Não temos nada p'ra salvar neste momento... portanto esquece e age naturalmente.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Quinto...

Seria o quinto...o quinto império. Quem sabe como seria. Construímos os outros quatro, eram bem forte e dominavamo-los juntos. Eramos o Rei e a Rainha e aqueles quatro eram o nosso reino. Eu reinava por ti e para ti, tudo o que fazia era a pensar em ti...foste tudo: o amor, o carinho, a beleza, a confiança menos a amizade. Eu fui amiga, apoiei-te em tudo só para te ver feliz, sorria para ti quando me apeticia chorar, acreditava em ti e tudo o que dizias. Desilusões e mexeu-se o reino...lágrimas, insultos e mágoa invadiram os quatro impérios. Já não eramos um só. Pressentimentos e suspeitas...e por fim esquecemo-nos do que prometemos um ao outro, esquecemo-nos do nosso segredo, do nosso mundo. Tornámo-nos em dois estranhos e procuraste refúgio noutra, esqueceste-te de mim e encontraste outra rainha, criaste o mini-império com ela e eu? Eu destruí os restos do nosso reino. E agora não resta nada dos nossos quatro impérios mas lembrar-me-ei sempre da noite em que o Rei e a Rainha enlaçaram as mãos, assinaram o contrato com o sangue e criaram o primeiro dos quatro impérios juntos ao luar de Dezembro. Amo-te e ao mesmo tempo odeio!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Vem amor.

Vem, amor, para o meu lado, imagina que somos o Infinito. Ouve, olhando-me, calado, sente no meu olhar o grito. Ó que nostalgia infernal, do teu sorriso sou cativa. O tédio me envade tão banal, e a imaginação é longe de criativa. Afasta-te de mim, amor, deixemos correr o marfim. Como deuses, não sentiremos dor, corre o rio, cor carmim.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Rosa Negra

Ao luar, tão belo de Janeiro, amarelo avermelhado, escondido por detrás das serras portuguesas, refugiei-me novamente. Ausentei-me nos carvalhos, lagos, núvens...nas cores do crepúsculo invernal, surgido precocemente. Quando fiquei completamente só, perdida na ausência, procurei-te...chamei por ti, mas não ouviste. Deslisei, encostada ao muro, até sentar-me, dobrando os joelhos, escondendo a minha face como Lua a sua. Fechei os olhos continuando a procurar-te...fui buscar-te à memória, só ela guardou a tua imagem perfeita. Vi-a, observei-a atentamente...gritei. Gritei até as aves me calarem, até os carvalhos se fartarem, até os lagos secarem e as serras acordarem tornando-se homens. Em cada um deles vi um fragmento teu, tentei ligá-los todos e formei-te. A perfeição do teu sorriso, a sedução do teu olhar, a sensualidade do teu corpo...tudo isso criei. Chorei...foi tão sinceramente, que a terra não se importou que a regasse. E cada lágrima caída sobre a terra tornava-se numa rosa negra espigada. Colhi uma delas e cheirei...a frescura e a tristeza surgiram todas dela. Pureza do perfume despertou o sentimento. Sorri...com vontade de gritar, mas desta vez o teu nome, dizendo que te amo profundamente. Apenas suspirei, sussurando as iniciais do teu nome...e do suspiro apareceste tu, no primeiro raio de Sol daquele dia.
Dedicado a: F.E.D.M.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Tu és...

A vida é só um momento. Para quê desprezar esse momento com coisas que não valem a pena? Para quê perder o momento por quem não o merece?
O meu coração é uma pérola. Escondê-la-ei numa concha e mandá-la-ei para o mar, para as profundezas do infinito, para que ninguém a encontre.
O meu sentimento é só um pássaro cativo na tua gaiola. Abri-la-ei e deixarei o pássaro voar. Não o caçarás mais pois ele é a minha liberdade.
Os teus olhos são o lago onde procuro a minha imagem e as mãos são as árvores debaixo das quais procuro esconderijo das minhas chuvas lacrimosas. No teu corpo procuro acalmar as tempestades. Porém, nada disso encontro!
Tu és a droga mais pesada qual não sabia negar. És o vício mortal no qual procuro perder-me. Mas hoje, hoje deixarei esse vício em três minutos, enquanto lês a confissão.
P.S.: Amo-te até não poder mais!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Sentimentos=$

Olho para ti. Estás tão BONITA. Em todos os dias que vivi contigo, durante tantos anos, nunca reparei na tua beleza tão divina. Essas irregularidades precoces no teu rosto tão perfeitas, essas olheiras disfarçadas com um sorriso doce são das noites não dormidas por preocupações e desassossegos, esses fios grisalhos, sinais de aborrecimentos constantes ainda hoje, continuarão relembrar-me permanentemente do quanto sou importante para ti. Mas como respondo à essa importância? Satisfazendo o desejo de seres consumida num abraço? Oferecendo um beijo sedoso na bochecha rosada? Apertando a mão tão branca como a neve, desfeita com o trabalho mas sempre macia, dizendo as palavras necessitadas no momento? Não! Em vez de todas essas maravilhas deformo a tua juventude ainda mais, contribuo na tua destruição tanto emocional quanto física! Digo que te AMO e que quero-te sempre ao pé de mim, mas e depois? Para quê palavras sem significado? Sinto mas não o mostro! Ideia estúpida! Idade estúpida! GOD!!! Fico fora de mim por entender que nem tudo é tão simples. QUERO que seja simples! Pareço uma criançinha mimada ao pensar essas coisas, mas só de saber que não és eterna, que chegará um dia em que sentirei a tua falta, mas não estarás por perto. Fico PASSADA! tanto te amo, como me ODEIO! Amor, raiva, tentação, interesse, medo, desejo, vergonha, sede, sonho...sinto, sinto isto tudo, SINTO! Amor por ti, raiva de mim, tentação de dar um abraço, interesse em prisionar-me em ti, medo de te perder como mãe e como amiga, desejo de to dizer, vergonha de ser assim, sede de um beijo, sonho de te fazer FELIZ. Porque te amo! Perdoa-me por te fazer sofrer quando já sofres demais. Perdoa-me por ser assim! E esta indecisão, também, de revelar-to...são sentimentos complexos e irreversíveis!

Perdi Tudo o que me interessava(!)

A vida já não faz sentido. Perdi tudo o que me interessava. Porquê? Porque é que já nem tenho pensamentos? Não durmo, pois tenho medo de dormir por não ter sonhos. Jamais sonharei com algo importante da minha vida. Nem com a vida me dou bem, pois sem apoio não consigo! Desejo alcançar o mais sonhado, mas sinto que sou demasiado fraca. Lutar contra o meu lado negativo, a minha faceta mais estupida do que já sou. Matar em mim a frieza, a arrogância e a antipatia acumulada. Mas sempre que estou prestes a conseguir, a outra revela-se mais forte e o meu corpo é dominado de novo. Já não sei lidar comigo, com ela, com a vida. Sou fraca e admito isso. E as acções também já não me obedecem. O que é que se passa? Será que é o fim? O fim, aquele fim que nunca mais chegava quando ainda era forte e lutava com o meu mal que se apoderava. Os sonhos hoje são inalcançaveis. Estou a perder, como perdi tudo aquilo que me interessava. Já não pertenço a mim mesma. Sou um simples esqueleto. Oços, carne, pele, cabelo, olhos...e a boca? A boca já não me serve de nada. Os lábios não se mexem para a pronúncia de um 'não' aos problemas, às mudanças e às falsidades. Falsa? Será que o sou mesmo? O topo de sucesso não me pertence, esse sucesso não é meu...jamais será! Tampouco os olhos me servem de alguma coisa...as lágrimas não escorregam pela face, como o fracasso não se revela aos outros. Não sinto nada. Frieza, o sinal de sofrimento e dor constantes que se tornaram um hábito em mim. Valho nada, sirvo para nada porque perdi tudo o que me interessava!

segunda-feira, 2 de julho de 2007

P e r d ã o ( ! )

Paro. Tento reparar nas coisas mais simples da vida. Cada vez o desejo de conhecer os pormenores torna-se maior. Desespero. Impaciente e irritada comigo própria tento perceber o porquê de te fazer sofrer. Cada dia que passa, entendo que te amo mais mas mesmo assim faço de tudo para que estejas triste. Inconsciente. Mais estúpida do que nunca descarrego toa a negatividade em cima de ti. Será por seres tão próxima de mim? Será por seres a única pessoa deste mundo que me ama de verdade? Grito. Ao fim de cada discussão contigo choro sem parar até sentir a minha cabeça quase a explodir. Uma enorme dor percorre o meu coração e nesse preciso momento ele abre os olhos e vê que te ama mais que tudo nesta vida. Enorme querer de te consolar, sabendo perfeitamente que estás cheia de raiva e choras com a alma, impede mexer-me. Paraliso sem conseguir falar. Acalmo-me. Medo e vergonha impedem dizer o que se deseja no momento, que só as crianças não têm problema nenhum em dizer. Sinto que dava tudo para voltar a ser criança para chegar-me ao pé de ti e fazer o que tu mais mereces. Uma festinha no cabelo, olhar-te nos olhos e pedir-te desculpa por tudo o que te fiz passar. Agora sim, entendo perfeitamente porque costumam dizer “Tudo o que faço é por te amar tanto!” Sim, Mãe. Todo o mal que vem de mim é feito por enorme amor e consideração que sinto por ti. És tudo para mim nesta vida, acredita. Tenho tanto orgulho de ti, querida! Odeio-me por te fazer sofrer e odeio que deixes passar isto tudo assim. Por que não me fazes o que eu mereço? Por que não me dás uma chapada ou me pões de castigo? Porquê? Diz-me! Não fiques calada a olhar para mim com pena. Não digas que é o melhor que tens a fazer, porque não é! Arrependo-me. E sei, embora não entenda bem por que, daqui um pouco perdoas-me como já muitas vezes o fizeste, pois o teu coração é tão grande. Sei que me amas como eu a ti, embora não mereça nem metade do amor que me dás. Tenho a certeza que se pudesses odiavas-me com todo o teu ser. Acredito que haja momentos em que, por mais que me queiras expulsar do teu coração, não consegues. Porque és Mãe! Por isso, Mãe, minha querida, por mais difícil que seja, eu sei que é, perdoa-me todas as desilusões que te tenho causado! Amo-te mais que tudo para sempre!